segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Resenha: O Feiticeiro de Terramar

   Olá, metamorphyos! Tive o prazer de conferir um dos grandes clássicos da fantasia e trouxe a resenha para vocês do livro O Feiticeiro de Terramar! Vem comigo descobrir o porquê dessa obra ser tão aclamada!

 O Feiticeiro de Terramar é o primeiro livro da série O Ciclo Terramar, escrito por Ursula K. Le Guin originalmente em 1968 e publicado no Brasil pela editora Arqueiro em 2016. É um clássico da fantasia mundial e é considerado o livro precursor do modelo Harry Potter, com jovens magos, aulas de magia, encantamentos, poções e um enorme mundo a ser explorado.

   Em O Feiticeiro de Terramar conhecemos o menino Ged (mas esse é seu nome secreto, não espalhem por aí! <3), chamado de Gavião. Gavião possui em si a centelha da magia e logo que deixa a infância é recolhido de sua família por um mago velhinho e bondoso, Ogion, que é o seu primeiro tutor nas artes mágicas e no conhecimento do mundo.
"Manter na escuridão a mente de quem nasce mago é uma coisa perigosa."

   Mas Gavião quer mais. O menino sente-se desperdiçado em uma vida pacata com seu mestre e aspira grandeza, poder, conhecimento. Assim, ele parte para a ilha de Roke, onde fica situada uma escola de magia. As comparações com Harry Potter foram inevitáveis, confesso. Temos professores respeitados, uma escola que acolhe aprendizes de magos, um protagonista orgulhoso e corajoso e um rival narcisista e invejoso. Temos até um baile, banquetes, aulas... mas as coisas começam a ficar bem diferentes pelo próprio sistema de magia criado por Ursula K. Le Guin.

"Aquele que sabe o nome de um homem tem a vida desse homem nas mãos."

   Aqui o necessário para que a magia aconteça é o conhecimento do nome verdadeiro das coisas. Sabendo como algo se chama, os magos podem invocar forças da natureza, criar ilusões, chamar animais, fazer luz e fogo... Mas Gavião ainda queria mais que isso. E, assim, ele acaba mexendo com coisas inomináveis, incontroláveis e de extremo poder: as forças das trevas. Esse mal é consequência de seu orgulho e vaidade e ele precisará lidar com ele, agora que o invocou.

"O sábio não precisa perguntar. O tolo pergunta em vão."

   O Feiticeiro de Terramar, ainda que beba de fontes como Tolkien, um dos autores marcantes na vida de Ursula, apresenta uma linha de raciocínio muito diferente do que costumamos encontrar em obras de fantasia, especialmente nas histórias atuais. Ursula K. Le Guin preza pelos conflitos internos, pela moral, pelas questões inerentes ao ser humano. A fantasia é uma alegoria para mensagens enraizadas em todos nós.

"Um caminho ruim pode levá-lo a um bom final, afinal."

   Não espere por batalhas grandiosas. Aliás, a autora as abomina. Não espere ver sangue, combate, duelos com magia, inimigos a serem combatidos. Gavião vê em si mesmo seu pior inimigo: sua prepotência. É uma história de valores morais e, sobretudo, humanos.

   Apesar de ser um clássico, a linguagem é fácil, fluida, com capítulos curtos e bem divididos, sem enrolação. Pensado como um livro infantojuvenil, tudo nele é simples. Mas que lição grandiosa que nos resta no final. E não pense, então, que é um livro para crianças. O que tiramos do livro são conceitos e dilemas bem adultos.

   Ursula K. Le Guin é considerada a maior escritora de fantasia viva e é referência para nomes como Neil Gaiman, Patrick Rothfuss e Joe Abercrombie, todos escritores consagrados em suas áreas de atuação. É uma escritora incrível e apaixonante que vocês não podem deixar de conhecer!

O Feiticeiro de Terramar - Ciclo Terramar #1
Autora: Ursula K. Le Guin | Ano: 1968
Páginas: 176 | Editora: Arqueiro

Ciclo Terramar (Títulos disponíveis no Brasil):
#1 - O Feiticeiro de Terramar
#2 - As Tumbas de Atuan


   Espero que tenham gostado, Metamorphyos! Me contem se já leram e o que acham dos livros da autora! 

Beijos e até a próxima!



Um comentário:

  1. Já li o livro e achei a linguagem bem tranquila por se tratar de um clássico. Não sei, mas durante a leitura me lembrei muito de Harry Potter.

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