segunda-feira, 9 de outubro de 2017

É Hora do Duelo! O Conto da Aia: Livro x Série

   Olá, metamorphyos! Ninguém resiste a uma comparação, não é? Então vamos falar das semelhanças e diferenças entre o livro O Conto da Aia e a série que vem causando um enorme buzz desde sua estreia, The Handmaid's Tale. Vem comigo conferir!

   O Conto da Aia (1985) é o romance distópico da autora Margaret Atwood que inspirou a criação da série homônima The Handmaid's Tale (literalmente, O Conto da Aia). A série foi ao ar no primeiro semestre de 2017 pela plataforma de stream Hulu e angariou tantos fãs, além do reconhecimento da crítica especializada, que foi imediatamente renovada para a segunda temporada. Além disso, The Handmaid's Tale foi a grande vencedora do Emmy 2017 em sua categoria.

   Esteja você pensando em ler ou em assistir a série e ainda não sabe por qual vale mais a pena começar, vamos destacar alguns pontos por partes.

A História

   A série é extremamente fiel à história do livro, inclusive com muitas cenas, frases e falas idênticas, porém, em alguns pontos, temos vários acréscimos feitos pela adaptação. O que é ótimo, na minha opinião, porque dá prosseguimento em pontos do livro que não foram explorados (e não sentimos falta durante leitura) e contextualizam a situação que está ocorrendo.
   Apesar das explicações adicionais e episódios muitas vezes inteiros feitos de eventos que não aparecem no livro, nada foge do contexto ou muda o rumo da trama. São um plus muito bem vindo. E isso acontece por causa da...

Narração

   No livro temos exclusivamente o ponto de vista de Offred, a aia protagonista. Não sabemos nada que ela não saiba. Então muitas questões não são desenvolvidas porque as informações que ela recebe são filtradas, censuradas, ela perdeu o contato com personagens de seu passado... faz parte da proposta do livro.
   Já na série, apesar da predominância ainda ser a história da Offred, temos outros fatos acontecendo em paralelo, outros personagens aparecendo, outras histórias se desenrolando que tem ou não relação com a principal. Isso influencia diretamente na...

Dinâmica

   Enquanto o livro é um tanto quanto parado, já que estamos dentro da cabeça de Offred e ela sofre grandes períodos de tédio, de divagações, de pensamentos torturantes e memórias dolorosas, o que, novamente, não interfere na leitura porque não tinha como ser de outro jeito, a série propõe um ritmo mais acelerado. 

   Os pensamentos de Offred são transformados em ação, vivenciamos junto com ela as memórias em cenas tensas, cheias de suspense e angústias. A série conseguiu, ainda, pegar um pouquinho de clímax de cada parte do livro e distribuí-los entre os dez episódios. Então choque é o que não falta. Consequentemente nos aproximamos mais de outros...

Personagens
   No livro nos apegamos demais à Offred, sabemos tudo que se passa na cabeça dela, tudo que ela não pode dizer mas sua mente grita. Essa proximidade pode nos dar uma ideia errada sobre alguns outros personagens secundários que Offred apenas cita em seus devaneios, já que temos apenas o julgamento dela para nos basearmos.
   Em The Handmaid's Tale nos aproximamos e nos identificamos com vários personagens. Particularmente me surpreendi com a Ofglen e com o Nick da série. Eu fazia uma ideia muito diferente deles pelo livro. A diversidade de personagens também nos leva a uma compreensão mais ampla de uma das ideias mais bonitas e importantes da história, a...

Sororidade

   Sororidade é a união ou aliança entre mulheres baseada em princípios como empatia, solidariedade, compreensão, companheirismo. Essa união é menos evidente nos livros já que temos pouquíssimo contato com outras personagens, mas na série sentimos, a cada episódio, uma espécie de pacto, uma lealdade entre as mulheres que ultrapassa qualquer dor. Que lhes dá razão e motivação para seguir em frente. Uma bela mensagem de que nenhuma situação é ruim o bastante para que não se formem alianças, e que nenhum fardo é tão pesado se for dividido.

Nolite te bastardes cardorundorum, bitches!
   É preciso ter em mente que o papel de qualquer adaptação não é ser uma cópia, e sim uma nova interpretação da história. Nesse sentido, mesmo mexendo e remexendo na história, alterando a linearidade de eventos para criar cliffhangers para os próximos episódios, introduzindo as histórias secundárias, mexendo no ritmo e inventando novas cenas, a adaptação conseguiu manter toda a essência que Margaret Atwood pretendia que absorvêssemos. 

   A conclusão que podemos tirar das diferenças entre original e adaptação é que ambos são impecáveis e merecem ser conhecidos, mas se você for uma pessoa sem muita paciência para leituras mais introspectivas e reflexivas, vá de série. Se você gosta de apreciar o livro pelo livro, pela arte da literatura, pelo clássico, e quer conhecer a fundo a Offred, leia primeiro. 

   Metamorphyos, o post não contém nenhum spoiler, apenas uma ideia geral de cada um para que vocês possam apreciar melhor a mídia que escolherem. Seja pelo livro ou pela série, a história está preservada e não há nenhum prejuízo. Mas recomendo fortemente que dêem uma chance para ambos! 

   Me contem nos comentários o que acharam! Beijos e até a próxima! <3

4 comentários:

  1. Não sabia que o 'conto de aia' tinha sido adaptado. Pronto, lá vou eu passar outra madrugada acordada. Na noite passada eu assisti a uma série francesa Spiral (são 05 temporadas) completei a segunda e só não fui direto para a terceira porque o sono aterrissou em meus olhinhos. rs

    Bem, lá vou eu atrás da série. O livro eu já tenho e já o devorei, é um dos meus favoritos nesse ano, em que voltei a ele por causa de um grupo de leituras.

    bacio e valeu pelo post.

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  2. Oie! Eu já estava curiosa pela série, e seu post me deixou maaais curiosa. Ainda não li o livro, mas não vou preocupar de ler ou ver um antes do outro. Acho que, como você ponderou bem, o papel de uma adaptação é tornar a história apta ao tipo de obra que está sendo feita e a série parece funcionar muito bem. Sempre que se pega uma história em primeira pessoa, e a transforma em algo maior, acho que, bem feito, só se ganha na história (controvérsias à parte, Jogos Vorazes é um exemplo disso).
    xoxo

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  3. Oie Metamorphya!
    Menina que doideira essa série, assisti e não consigo tirá-la da cabeça. Que fardo essas aias carregam, eu acho que não aguentaria. A trama é muito interessante, acho que todos deveriam assistir essa série.
    Estou na espera da segunda temporada, o ruim é esperar haha
    Quero ler o livro agora e conhecer essa outro ponto de vista da história.

    Adorei o post, bju!

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  4. Oiiie

    Adorei esse post. Já tinha ouvido falar do livro, mas desconhecia a série. Fiquei curiosa para conferir a adaptação. Tenho que entrar nessa plataforma, você sempre indica séries boas que estão disponiveis lá hahah

    Bjs

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