quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Análise: Orphan Black

   Olá metamorphyos! Como vocês estão? Depois de um tempinho sem novidades decidi trazer pra vocês uma das últimas séries que eu assisti e que foi finalizada agora em agosto: Orphan Black. Vem saber o que eu achei! <3

   Orphan Black é uma série que teve início em 2013 em uma produção BBC Canadá e teve os direitos de divulgação e exibição da última temporada comprados pela Netflix. Então todas as cinco temporadas estão disponíveis na plataforma. A série terminou em agosto deste ano e já está deixando saudades!

   Como a série já finalizou, resolvi fazer uma breve crítica como um todo, então sim, cuidado, pode ter um ou spoiler, mas prometo que vou pegar leve! 

   Centralizada na Sarah Manning, a série começa com ela vendo o suicídio de uma mulher na linha do trem. Mas não qualquer mulher - uma pessoa igual a ela. Sarah é uma revoltada com a vida, sem rumo, sem muito juízo e com grandes problemas envolvendo drogas e pequenos crimes. Então ela tem uma ideia genial -sqn: assumir a vida da falecida e tirar proveito disso.

   Bom, esse parece um enredo bem simplório, uma simples troca de identidade... nada novo por aqui. Vemos o desenrolar disso, a saia justa que ela se mete por tentar entrar na vida de uma desconhecida que de semelhança com ela só tem a aparência. 

    E é nessa similaridade que reside todo o X da questão da série: por que elas são iguais? 
   Desde logo já percebemos que a série não é um thriller policial ou qualquer coisa do gênero investigativo e que o suicídio da Beth tem muito mais a ver com quem ela era do que com a morte em si. *Spoiler alert* Mas mesmo descobrindo que o plot principal gira em torno de clonagem humana e suas consequências biológicas, emocionais, morais, éticas, filosóficas e comerciais, a primeira temporada só nos mostra a pontinha do iceberg.

"Apenas uma. Somos poucas. Sem família também. Quem eu sou?"
Sarah Manning (Tatiana Maslany)
   É nessa loucura que entram as várias facetas da maravilhosa Tatiana Maslany - Sarah, Beth, Alisson, Cosima, Katja, Helena, Rachel... quantas elas são? A princípio confesso que achei até um pouco boba essa ideia de várias personagens interpretadas pela mesma pessoa e não conseguia parar de reparar nas mínimas falhas (eu sou bem chata). Mas a questão é que em certo momento você simplesmente esquece que é a mesma atriz! Cada personagem ganha um espaço no nosso coração e, acredite se quiser, vida própria.

Beth Childs - Tatiana Maslany
    A construção das personagens foi tão inteligente - e suas evoluções tão marcantes - que se torna impossível associar uma e outra à mesma pessoa. E esse é mais um dos pontos implícitos em Orphan Black: é impossível clonar essência, alma, vida. É apenas material genético e identidade biológica, e cada uma delas têm uma história, um contexto, um drama, uma necessidade. Cada uma é tão diferente uma da outra, e ainda assim tão idênticas. Os personagens secundários também são um show a parte: Felix, Siobhan, Donny e Art são maravilhosos do começo ao fim.

Alisson e Donny Hendrix - Tatiana Maslany e Kristian Brunn
   Mas nem tudo são flores, e prefiro falar logo dos pequenos tropeços antes que eu me emocione e me esqueça deles (como tende a acontecer se você já assistiu a série inteira e virou fã). Em alguns momentos a série foi ambiciosa demais. Digo isso porque alguns plots secundários foram acrescentados, alguns personagens apareceram, algumas situações dispensáveis aconteceram e nós sequer nos lembramos delas ao final. No máximo uma menção de que existiram. Eu preferiria que outros pontos mais cruciais tivessem tido mais espaço no lugar dessas escorregadas de roteiro que a série deu. Pra quê introduzir uma história que não alterou em nada a trama principal? Mas vida que segue.

Clone Club
   Dito isso, metamorphyos queridos, esse foi o único defeito da série. Sou babona mesmo, eu sei, mas nada além disso merece sequer ser lembrado. E você não vai passar batido por eesse pequeno deslize também.

   Já os pontos positivos, ah, eles sim continuam! Passadas as pequenas provações da série, o baixo orçamento, a desvalorização diante de outras séries de maior renome (mas não necessariamente maior qualidade) e o elenco minúsculo, Orphan Black ganhou corpo e peso pra valer a partir da terceira temporada. Passamos a entender melhor a cenário geral no qual Sarah estava agora metida até os últimos fios de cabelo cercada por ameaças de todos os lados. Não nos perguntamos mais quem são as clones, e sim quem as clonou. Qual o propósito? Quais as implicações? Qual é o limite ético e humano da ciência e até que ponto tanta intervenção é benéfica?
Helena - Tatiana Maslany
   No meio disso tudo ainda vemos serem colocadas em cheque questões como homossexualidade, caráter, família, personalidade... afinal, o homem é produto do meio ou o meio é produto do homem? Mais uma estrelinha pra série por isso. 

   Em meio a tantas personagens tão carismáticas temos também os vilões, é claro. Gananciosos, inescrupulosos, cruéis e tão, tão humanos. É assustador como o poder corrompe e cega a todos. A cada temporada temos uma cara nova pra odiar, e como eles são bons nisso! Sempre um choque após o outro, um tiro a cada episódio e um coração partido a cada season finale, a série ganha contornos de grande produção e termina tão arrebatadora quanto começou. Temos que nos despedir das nossas sestras (sisters, irmãs) e, por mais dramático que seja ter acompanhado cada uma delas e aprendido a amá-las, o final foi justo e bem feito. Chegou na hora certa.

   Orphan Black tem uma proposta diferente, inteligente, polêmica na dose certa, dramática e intensa. A recomendação está dada! Agora é só aproveitar. Me contem o que acharam! <3
Enjoy!

Beijos e até a próxima!

10 comentários:

  1. Já tinha ouvido falar nessa série, mas estou naquela fase do ano que o tempo se esgotou para toda e qualquer coisa porque preciso fechar projetos e propostas para 2018. Alguém para o mundo para eu ver e ler tudo que eu quero. rs
    Mas tomei nota aqui para dezembro-janeiro quando terei uma pequena trégua. Valeu

    bacio

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  2. Oi meninas, tudo bem? A série é realmente incrível. Comecei assistir um episódio e quando percebi tinha terminado a primeira temporada. A série mistura muitas situações tem drama, suspense, dá um frio na barriga algumas vezes, e até raiva em alguns momentos. Alguns episódios precisei assistir novamente para compreender o enredo, mas ainda assim valeu a pena. Uma das coisas que mais gostei é que foi gravada no Canadá, as tomadas são incríveis. A atriz principal foi ótima interpretando tantos papéis. Ótima análise. Beijos, Érika =^.^=

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  3. Oi sempre vejo esse seriado aqui na telinha do Netflix mas ainda não tinha me animado a assistir, seu post me deu uma noção sob o contexto deste seriado achei muito interessante vou tentar assistir um dia desses para ver o que acho beijos.

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  4. Oiiie

    Dica anotada! Essa é uma das séries em que muito ouço falar, mas nunca me meti a assistir. Pode deixar que te digo o que achei!

    Beijos!

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  5. AAAAAA, eu amo Orphan Black até fiz um post lá no blog dps de assistir a finalização, era muitos sentimentos sobre que eu precisava expor. Orphan Black é uma série incrível que eu queria que tivesse mais reconhecimento.

    Adorei tua resenha expôs bem o que a série é. Uma das coisas que mais gosto na série é a abordagem de questões importantes e o quanto eles tratam sobre ética.

    Beijos da Pinguim,
    Pinguimtagarela.blogspot.com.br

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  6. Oie tudo bem? Eu sempre tento assitir essa serie mas nunca consigokk ja ouvur falar bem dessa serie, e fiquei curiosa pra assistir, tava no primeiro episodio e depois disso não consegui assitir mais, ando com o tempo corrido, mas quero terminar de assitir. Sucesso

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  7. Faz um tempo que eu venho pensando em assistir Orphan, mas sempre ficava na dúvida se era realmente boa. Uma coisa eu tenho certeza, tua analise me deixou com muita vontade de assistir, vou colocar na minha lista de séries pra assistir em breve (não tão breve assim já que tenho um mundo de séries pra por em dia). Gostei muito do post e da tua escrita.

    Love, Camie

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  8. Olá Metamorphya! Eu como assinante na Netflix, já ouvi falar muito dessa série mas eu não tinha ideia do que de fato se tratava! Nossa, achei que era apenas uma troca de identidade, mas tem muito mais que isso. Fiquei com vontade de assistir, mas assisto tantas já, será que dou conta? huahauh
    Adorei o post, beijos

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  9. Olá
    Finalizei a série recentemente. No início do mês. Adorei tudo nela. Só me resta uma dúvida: Rachel presta ou não? Menina... Isso foi uma das cosias que mais me perturbou durante toda a série. Eu já sinto falta das minhas meninas. Uma das coisas que mais me deixou meio doida foi que eu passei a achar elas diferentes, sabe?

    Vidas em Preto e Branco

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  10. Ainda não assisti essa série mas adorei sua resenha e estou anotando a indicação bjs

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