quarta-feira, 5 de julho de 2017

Crítica: American Gods

   Olá, metamorphyos! Sabe quando vocês esperam super ansiosos pela estreia de uma série, um filme, uma adaptação de um livro que gostam muito? Essa fui eu, assim como uma legião de fãs do tio Neil Gaiman, aguardando por American Gods! Vem comigo que eu conto pra vocês o que eu achei!

   American Gods é uma série adaptada do livro homônimo Deuses Americanos, que eu já fiz a resenha aqui, produzida pelo canal Starz e exibida pelo Amazon Prime. Conta atualmente com uma temporada de 8 episódios com renovação confirmada para até a terceira temporada.

   Antes de mais nada, do quê se trata? 
   Deuses Americanos é uma história no formato road trip que conta a história de Shadow Moon (Ricky Whittle - o Lincoln de The 100), sob a perspectiva dele, em busca de respostas para a série de loucuras coincidências que vêm acontecendo em sua vida. Ao sair da prisão em condicional, Shadow descobre que sua esposa, Laura Moon, foi morta em um acidente de trânsito com o melhor amigo dele, em uma situação um tanto quanto... embaraçosa. Perdido, ele conhece o Mr. Wednesday (Ian McShane - um atorzão desses, bicho!) e acaba aceitando trabalhar para ele.
Ian McShane e Ricky Whittle
   Acontece que, em vez de respostas, só surgem dúvidas e mais dúvidas. Shadow se vê em meio a vários acontecimentos que desafiam qualquer lógica, afinal, ele está entre deuses. Só que ele ainda não sabe disso (mas, convenhamos, bastam algumas referências para entendermos!). 

   Shadow se vê metido em uma guerra entre deuses antigos (não vou contar spoilers aqui porque o divertido é descobrir quem eles são, mas destaco o panteão nórdico, egípcio, alguns deuses e lendas africanos e até mesmo um leprechaun). E aí é que o bicho pega. Ou vai pegar, vou chegar lá.


   O que acontece na 1ª temporada?
   Muita, mas muita polêmica. Eu quis dizer QUILOS de polêmica. É polêmica até amanhã! Se você se considera uma pessoa puritana, impressionável, que se ofende facilmente... talvez não seja a sua série. Espere por muitos nudes, nudes frontais, femininos, masculinos, pra todos os gostos. Cenas de sexo não faltam, cenas totalmente desprovidas de pudor também não, e não apenas pela conotação sexual. 

   "Mas a série é apelativa, então?" - Não! Não se você não encarar assim, porque não é a intenção chocar, nem nada. O sexo é tratado de forma muito natural, a nudez idem. Algumas cenas são bem loucas, não posso negar e fica o meu alerta, mas em nada diminui a série. Pelo contrário, acho louváveis alguns esforços feitos pelo diretor, como, por exemplo, de ter filmado uma das cenas de sexo gay mais longas e explícitas da TV, sem, de forma alguma, ter vulgarizado ou ofendido o público (homofóbicos à parte).
Jesus de Nazaré - um dos Jesus de American Gods
   Ainda no rol da polêmica, obviamente por se tratar de religião, a série adentra um terreno espinhoso e problemático: a intolerância e o fanatismo religioso. Prepare-se para algumas figurinhas conhecidas, como Jesus e Maria, retratadas de forma cômica, humanizada. Gente, sem problemas! Não há ofensa, não há desrespeito e, particularmente, eu adorei a forma como aproximarem os deuses do nosso universo.

   Mas aonde a série quer chegar?
   É, esse é um "probleminha" que a primeira temporada enfrentou. A sensação é de uma grande, graaande apresentação. Conhecemos vários personagens, conhecemos a ida dos deuses para a América, encaramos conceitos como o poder do mito, a tradição oral, a cultura repassada geração após geração, o poder das preces, da crença. Descobrimos como os deuses funcionam, o que eles querem, do que eles precisam... mas é basicamente isso. 
Deusa Mídia - Gillian Anderson
   Personagens fantásticos, absolutamente incríveis, construídos à perfeição. Caracterizações impecáveis (destaque para a maravilhosa Gillian Anderson que deu um show como Mídia, a deusa da televisão e da cultura de massa, vivendo Lucy, David Bowie e Marilyn Monroe na série) e uma história densa, criativa e genial, além de algumas revelações e um tema original. É isso o que acontece na primeira temporada. A ação? Fica pra próxima, mas as expectativas foram atendidas com muito sucesso e qualidade.

   Diferenças entre a série e o livro
   Para ser bastante breve e objetiva: o próprio Neil Gaiman está comandando o roteiro, dizendo o que pode o que não pode entrar. Então as reclamações sobre a adaptação são nulas. A maior diferença que se pode sentir é que a série não tem o foco apenas no ângulo do Shadow, como no livro, nos mostrando outros personagens que enriqueceram demais a história, como os absolutamente carismáticos Mad Sweeney e Laura Moon.
Mad Sweeney e Laura Moon
   Muito mais explorados do que no livro, esses personagens ganharam vida própria e todo o conteúdo adicional é delicioso! Honestamente, essa adaptação está um primor!

   A cereja do bolo
   O ponto mais alto e inigualável de American Gods é, sem dúvidas, a direção e a fotografia! Se vocês já assistiram Hannibal devem estar familiarizados com o diretor Bryan Fuller. As cenas são belíssimas, a produção, as locações, os ângulos de câmera... cada detalhe é simplesmente um prazer único de se assistir. Selecionei algumas imagens particularmente lindas pra vocês conferirem!
Fonte: Imdb.
Laura - episódio 4.
Mr. Wednesday - "Pense em neve".
O além da vida.
   Se vocês curtem um conteúdo diferente, se são loucos por mitologias e histórias de deuses assim como eu, se adoram uma fantasia ou simplesmente se são admiradores de uma bela cinematografia e de histórias profundas e bem construídas, não percam tempo e assistam logo American Gods! Se nada disso se encaixa no seu perfil, ainda assim tente dar uma chance. 

   E, principalmente, tenham a mente aberta para ver, aprender, construir raciocínio crítico e compreender as mensagens da série. Aproveitem!
Um breve momento pra apreciar esse homão!

Beijos e até a próxima!

14 comentários:

  1. Uauuu agunçou minha curiosidade em relação a série vista que tem vários elementos que gosto como deuses.bjssss

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  2. Oi Amanda, tudo bem? Já vi a indicação dessa série em alguns sites mas ainda não assisti nenhum episódio. Foge um pouco das que costumo ver. Com relação ao ator Ian McShane concordo, ele é simplesmente incrível. O que mais me chamou a atenção foi a participação da Gillian Anderson, como ela é versátil. Estou assistindo The Fall e o personagem é completamente diferente. Fiquei curiosa devido a fotografia e jogo de câmeras, é algo que sempre cuido quando assisto qualquer série/filme. Vou procurar assistir e te contar o que achei. Beijos, Érika =^.^=

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  3. Eu estou muito curiosa para descobrir o que são exatamente esses DEUSES! Mas, antes de ver a série, gostaria de ler o livro... nunca li nada do autor, então acho que seria bom para começar. Quanto à série, eu vivo vendo trailer no YouTube, e a fotografia parece ser realmente linda <3

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  4. Gostaria de ler o livro para depois ver se vou gostar da série.

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  5. Quando eu assinar o Netflix vou vir aqui procurar os nomes das séries que você indica no blog gostei.

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  6. Uau! Eu nunca dei bola pras coisas que ouvi falar da série, nem vi nada e nem dei bola pro livro... ehehe Mas tô seriamente arrependida agora! Parece ser o tipo de conteúdo interessante e questionador (sem falar polêmicoooo) que eu adoro ver!
    Amei sua resenha, conseguiu me despertar curiosidade para um conteúdo que nunca dei atenção! <3
    xoxo

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  7. A fotografia parece ser maravilhosa! Eu gosto muito de ler os livros do Tio Rick Riordan que é bem focado em mitologia. Parabéns pelo post e sucesso para você. 😚

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  8. Primeiro eu queria ler o livro. Dizem que é simplesmente fantástico.

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  9. Eu confesso que fiquei curiosa em ver essa série, mas não curto muito polêmicas envolvendo religião e crenças, então não vou me arriscar haha. Mas se tem uma coisa que eu adorei, foi a sua resenha! Menina, você escreve muito bem e falou sobre todos os pontos possíveis da história sem estragar a surpresa. Parabéns!

    Beijos,
    http://subscrevendome.blogspot.com.br

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  10. Admito ,que não fiquei interessada ao ouvir falar da série ,pelo tanto de polêmica ,e pela falta de respeito também , minha opinião rs , mas ,você escreve bem ,vai atrair a pessoas que gostam desse tipo de série ,não foi spoiler rs ,parabéns !

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  11. Vi muitos comentários sobre a série e eu tinha me interessado em assistir por causa da sinopse e do Ricky Wittle, mas lendo seu post vi que a série não faz meu estilo. Talvez algum dia eu dê uma chance.

    Adorei o seu post, é muito bem explicado e ainda nos mostra a diferença entre a série e o livro (que talvez eu leia antes de ver a série)!

    Beijos
    Inverno de 1996

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  12. Olá! Quero assistir a série. Me deixou muito curiosa.
    Ótimo post!
    Beijos!
    www.brincandodeolivia.com

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  13. Lembro de ter lido sua resenha sobre o livro e ter ficado interessada em lê-lo. Achei interessada a forma como você mostrou que a história foi adaptada para a série, é algo que dá ainda mais vontade de assistir ao seriado.

    http://lenabattisti.blogspot.com.br/

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