sexta-feira, 30 de junho de 2017

#7 Rastros de Sangue

  Olá metamorphyos! O post de hoje é mais um Desafio Imagem/Palavra o que dá continuação a história da Melissa. Então, vem comigo conferir afinal, algumas coisas interessantes acontecerão neste capítulo. Se quiserem conferir os capítulos anteriores dessa história, basta clicar aqui.
 
Antes de prosseguir, dá o play na música abaixo e, boa leitura.
  Dante observava a cidade da janela do escritório. Vista daqui parecia o lugar mais normal do mundo, uma cidade de porte mediano como qualquer outra, sem nada de especial. Até então. A morte dos pais não era o real motivo para ele ter voltado, mas foi conveniente.

  Ele se virou e observou a mesa, a papelada era muita, completamente espalhada sobre esta. Ele coçou a cabeça, sentou-se e observou atentamente cada um deles, enquanto passava-os, organizando-os em três pilhas.

  Não demorou muito até chegar a um recorte de jornal: 'misterioso homicídio ainda deixa a cidade de Careth perdida na pista do assassino.'

  A feição de Dante fica séria, passando a mão pelos cabelos olhando para o teto procurando por algo além do visível a qualquer um que entrasse em sua sala. Fitando novamente a mesa ele procurava por algo, era nítido que aquilo lhe incomodava de algum modo. Ele conhecia vítima. Flávia Mourato. Eles estudaram juntos, na verdade, chegaram até mesmo saírem juntos algumas vezes e agora, essa atenção toda e sem solução de seu homicídio.

--- Dois meses atrás.

  A noite era chuvosa e fria. As pessoas corriam para se esconder, em sua maioria dentro de seus carros ou amontoadas nos pontos de ônibus ou metrôs, mal sabiam elas do que aconteceria naquela noite.

  O vento soprava frio, quase cortante. Uma jovem de cabelos loiros acabava de chegar em casa. Estava completamente ensopada. Um estrondo alto vindo dos fundos da casa.

 - Quem está aí?! - ela perguntou virando-se rapidamente no reflexo e no susto. Silêncio. Apenas o som da chuva. - Mãe?! Sis?! - em vão. Nenhuma resposta. Ela apagou um abajur próximo e caminhou com cuidado observando o corredor que levava a porta da cozinha. O brilho de um relâmpago invadiu pelas janelas e logo o silêncio fora quebrado pelo estrondo do trovão. As luzes se apagaram.

  - Mas que droga... - a jovem procurava com certo desespero o interruptor da luz da cozinha, apenas para confirmar que a luz havia acabado. Talvez um disjuntor queimado afinal, olhando pela janela o vizinho ainda possuía luz. Ela então, procurou pelo celular na bolsa que carregava à tira colo. Enquanto isso, o som de uma cadeira arrastando vagarosamente podia ser ouvido ao seu lado. Um arrepio percorreu-lhe o corpo enquanto apertava com mais força o abajur.

  Outro relâmpago. Um vulto. - Mas que diabos! - ela caminho em direção ao outro lado da cozinha procurando pela bancada algo mais eficaz do que um abajur. Finalmente conseguiu enxergar uma faca dentro da pia. Antes que sua mão a alcançasse um puxão pelo braço fez com que ela se virasse. Ela gritou, sem muito sucesso, o próprio abajur que antes ela segurava foi quebrado em sua cabeça fazendo com que ela desmaiasse.

  Tudo havia ficado ainda mais escuro e Flávia recobrava a consciência aos poucos. - Onnn... - ela abria os olhos vagarosamente notando que ainda estava escuro. Não apenas isto, braços e pernas amarrados na cadeira da cozinha, a boca fechada com o que parecia ser fita. Ela então começou a se debater tentando fazer o máximo de barulho possível. Ela sentia as lágrimas descerem pelo rosto, até finalmente se dar conta de que estava em seu próprio quarto.

  O vulto que antes vira, agora estava parado diante dela. Minutos de pânico, desespero e medo se misturaram com crueldade e frieza...

...

  Qual o desespero de uma mãe a se deparar com uma casa revirada, um assalto talvez, o telefone da filha tocando ao longe e ninguém o atendendo? Qual o desespero dela ao se deparar com aquela cena?

  A polícia havia sido chamada às pressas por ela. O desespero e o desconsolo lhe invadiam todo o corpo. Sem dúvidas, a polícia de Careth não via uma cena como aquela há muito tempo. O corpo de Flávia estava amarrado a cadeira ainda, seu tronco, os pés e apenas uma das mãos. A mão livre estava sobre a faca encravada em seu peito. Sua cabeça estava jogada para trás. Os lábios possuíam um corte vertical em seu meio, retos, cortes perfeitos. Seus olhos, ah os lindos olhos azuis que ali já não existiam mais, perfurados cada um com uma faca, cravadas com precisão e ao que parecia num único golpe cada. Havia muito sangue sob a cadeira. Não houve humanidade alguma ali, nenhuma hesitação na ação. Não bastasse a cena ser repugnante o suficiente, vários dos bichos de pelúcia de Flávia estavam dispostos em círculo em volta da cadeira.
...

--- Dias atuais.

  Dante finalmente achou o que procurava. Um envelope com um pen drive. Ele o colocou no computador e cada foto mostravam os detalhes daquela morte... Seria melhor apagar aquilo tudo... Ele respirou fundo e foi o que fez, todos os arquivos apagados. Ainda assim não seria o bastante. Ele retirou o pen drive e o quebrou.

  Aquilo apesar de o incomodar, não parecia lhe abalar como faria em outras pessoas. Mas seus pensamentos não estavam em sua sala. Seu telefone tocou: 'Melissa'. Estranhamente um sorriso lhe preencheu o rosto.

  - Quem é viva sempre aparece não é? Resolver admitir que estava com saudades de mim? Ah, é terça-feira, que programa especial eu teria para uma terça além de relatórios e reuniões chatas? Quero te ver. Estou saindo daqui meia hora, você já estará em casa? Te vejo então...

  Ele então, apanhou suas chaves, guardou seu notebook na pasta e saiu do escritório. Enquanto esperava pelo elevador, observou o relógio no pulso, quase seis horas. Arrumou a gravata e camisa aproveitando o espelho do elevador. - Acabo de sair de uma gaveta! - e riu enquanto tentava desamarrotar a camisa.
  De frente ao escritório havia uma pequena floricultura. Ele se demorou um instante. Aproximou-se e perto das plantas que caíam sobre as paredes percebeu pequenas flores, delicadas; esticou a mão e tocou uma delas. Uma moça saiu a porta.

  - Boa noite, o senhor gostou das flores? São flores da estação, são lindas não são? Temos arranjos dela se desejar. - ela parecia animada em falar sobre as flores.

  - Sim, você possui um buquê com elas? - perguntou Dante meio sem saber se aquilo era possível, ele não entendia nada de flores, nem ao menos sabia se Melissa iria gostar delas, se veria nelas o que ele via, a semelhança, a delicadeza de ambas. Mas ele saiu de lá com um lindo arranjo, e colocando-o cuidadosamente dentro do carro...
  Esse texto faz parte do Desafio Imagem/Palavra do Grupo Café com Blog e a imagem é a que ilustra este post e a palavra era 'hesitar'.

  Espero que vocês estejam gostando da história metamorphyos. Nem tudo são rosas em nossa história, não seria apenas um romance... O que vocês acham? O que pode ter acontecido? Me contem o que estão achando, se estamos indo por um caminho interessante nessa história, ou não...

Beijos e até!

9 comentários:

  1. nossa adorei ler !!! muito legal seu blog ,gostei demais!!! bjs
    te seguindo!
    http://unhasdaraquel.blogspot.com

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    1. Olá ^^ td bem ctg?! Fico feliz que tenha gostado e obg por seguir <3 beijos beijos!

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  2. Gostei bastante da tua resenha...intrigante e faz mesmo a nossa imaginação voar, apesar de nao ser bem o tipo de leitura que me agrada. Parabens e até a proxima!

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    1. Oi Lívia, td bem ctg?! ^^ Obrigada por ler e fico feliz que tenha conseguido fazer vc imaginar o texto. Ele na vdd faz parte de uma série de textos, realmente não sei se será o tipo de leitura que lhe agrada mas qd tiver um tempinho, confere os primeiros capítulos ^^ beijos linda!

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  3. Fiquei curiosa em relação a Fernanda e ao que aconteceu com ela. Fiquei impressionada também em como você conseguiu desenvolver a cena, acho que não conseguiria escrever uma cena de violência, imagino que você irá explorar maiores detalhes nos próximos capítulos, mesmo assim, te parabenizo por conseguir escrever uma cena assim, acho que não tenho criatividade para fazer algo parecido. Parabéns!

    http://lenabattisti.blogspot.com.br/

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    1. Oi Lenise, tudo bem ctg?! Nossa, mt obrigada pelas suas palavras, nem sei o que te dizer <3 fico feliz que tenha gostado e sim, foi um desafio, não quis expor mt nessa 'lembrança' mas a intenção é desenvolver mais as cenas para os próximos capítulos e ficarei honrada se você puder acompanhar o desenvolvimento da história ^^ beijos linda!

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  4. Conta ai o que houve com a Fernanda é que desenvolvimento nossa tô adorando e agora que vai acontecer?bjsss

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  5. Conta logo aí o que ouve com a Fernanda, fiquei bem curiosa e nossa que desenvolvimento maravilhoso quanta desenvoltura e loucente curiosa para o seguimento e onde tudo vai chegar.

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    1. Oi Su, td bem ctg?! Nossa desculpa a demora, acabei que atrasei umas coisas mas logo logo tem continuação da história viu?! Fica de olho ^^ fico feliz que você esteja gostando, isso me motiva muito a continuar viu <3 beijos sua linda!

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