quarta-feira, 10 de maio de 2017

BCR - Alex DeLarge Resenha: Prince of Thorns

   Olá metamorphyos! A resenha de hoje é um pouquinho diferente porque não foi feita por mim, e sim pelo meu droog Alex DeLarge, direto de Laranja Mecânica pra cá. Acredite se quiser! Vem dar uma olhadinha no que ele achou de Prince of Thorns!



   Antes de mais nada, eu preciso contar para vocês que o Alex tem um vocabulário diferentão, chamado de Nadsat, um conjunto de gírias criadas por Anthony Burgess derivadas do russo e do cockney, que originou-se da classe operária britânica e tem um sotaque e um ritmo próprios. Pra ajudar vocês a entender melhor o que ele tem a dizer sobre Prince of Thorns, eu separei algumas palavras especiais.


"O ódio vai mantê-lo vivo onde o amor falhou."
Tem início a Trilogia dos Espinhos: Ainda criança, o príncipe Honório Jorg Ancrath testemunhou o brutal assassinato da rainha-mãe e de seu irmão caçula, William. Jorg não conseguiu defender sua família, nem fugir do horror. Jogado à sorte num arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. O príncipe dos Espinhos se vê, então, obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do Império Destruído, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram. 
Alex DeLarge - Laranja Mecânica
   Vamos à resenha:

   Videiem bem, ó, meus irmãos, a história do meu droog Jorg. O nome dele é Honório Jorg Ancrath e ele é novo, novo, muito novo, mas já sabe fazer a boa e velha ultraviolência, andando por um mundo abandonado e cruel, muito cruel, meus irmãos.
    

    O Jorg e seus droogs vão de cidade em cidade do Império Destruído roubando, tolchockando, oobivatando e conseguindo o velho in-out-in-out com qualquer cheena que aparece. Uma vida livre, ó, irmãos! Sem lei, sem pecado, sem certo ou errado, fazendo o que quer e liderando seus droogs num estilo de vida realmente horrorshow.

"No fim das contas, é como se fôssemos apenas brinquedos,
fáceis de quebrar e difíceis de consertar."

   Mas o meu droog não está muito feliz. Toda essa ultraviolência não é suficiente pra acalmar o monstro interior, ó, meus irmãos, porque quando o Jorg era criança ele videou sua eme e seu irmão William serem tolchockados e oobivatados. Enquanto isso, ele ficou preso nos espinhos de uma roseira-brava e as feridas entraram na alma dele, videiem bem. 


"Memórias são coisas perigosas. Você pode revirá-las
sem parar, até conhecer cada cantinho delas, mas ainda
 assim acaba encontrando uma aresta e se cortando."

   O Jorg quase morreu com toda aquela ultraviolência, mas agora só videia uma coisa na sua vida: vingança. Mas não uma simples vingança, ó, irmãos. Há de ser uma vingança muito horrorshow, muito cruel e violenta, do jeito que o meu droog gosta, e ele sabe contra quem: o bratchmy indecente do Conde de Renar.


"Você só pode vencer o jogo quando entende que se trata
de um jogo. Deixe um homem jogar xadrez e diga a ele 
que todos os peões são seus amigos. Diga que ambos os
bispos são santos. Faça-o lembrar de dias felizes
à sombra das torres. Deixe-o amar sua rainha.
Veja-o perder o jogo."

   E o Jorg tem uma ideia, ó, meus irmãos. Acontece que o pee dele é o Rei de Ancrath, e ele é um chelloveck ainda mais sádico, sujo e perverso que o próprio Jorg, mas é o Rei. O Rei é a peça mais importante do jogo de xadrez, meus irmãos, e o Jorg gosta de jogar. Então ele tem um plano. Ah, sim, ele tem um plano, videiem bem. Ele volta para casa, para Ancrath, para começar a pôr em prática a vingança mais horrorshow que consegue pensar. Só que ele conhece uma devotchka diferente e fica todo apaixonado-nado por ela. Mas aí ele se lembra que a vingança, ah, sim, a vingança é o que o mantém vivo. A vingança é mais importante.

"O mal não existe. Existe apenas o amor pelas coisas, pelo poder,
conforto, sexo e existe o que os homens estão dispostos
a fazer para satisfazer tais desejos."

   O Jorg e seus droogs fazem descobertas muito, muito, muito horrorshow sobre esse Império perdido e abandonado, grazzy e decadente e passam por situações muito, muito, muito ultraviolentas. E o Jorg começa a jogar com as suas peças de xadrez humano. Ele começa a gostar do Jogo, ó, meus irmãos, e nada mais pode pará-lo.

    Eu, Alex DeLarge, videio o Jorg assim como videio a mim mesmo: livre desse mundo apodrecido e errado, muito, muito errado. Nós somos cruéis, ó, sim, cruéis, mas livres para escolher o nosso caminho. 


"É o que eu sou. Se você quer desculpas,
venha buscá-las."

Prince of Thorns
Autor: Mark Lawrence
Ano: 2013 - Editora: Darkside
Páginas: 364 - Skoob


   Esse post foi escrito para a Blogagem Coletiva Relâmpago do grupo Interative-se e a intenção é apresentar uma resenha criativa de uma obra sob o ponto de vista de um personagem literário. Eu escolhi o Alex DeLarge de Laranja Mecânica, ícone da literatura e do cinema, símbolo de violência e maldade, sim, mas também de rebeldia e luta contra o sistema, para falar sobre o primeiro livro da Trilogia dos Espinhos e do Jorg.

   Segundo o autor Mark Lawrence, Jorg foi inspirado em Alex e tem muitas características dele, como o gosto pela violência, a crueldade, os questionamentos e o processo de sofrimento e crescimento do personagem. Ambos merecem ser conhecidos, e a escolha me pareceu óbvia.

   Espero que tenham gostado do post diferente, e que ele tenha feito jus a um dos maiores símbolos da literatura clássica. Contem pra gente se já conheciam os livros e personagens e o que acharam!


Beijos e até a próxima!

36 comentários:

  1. Que resenha MARAVILHOSA, MEU DEUS! Ainda não tive oportunidade de ler esse livro, assisti ao filme apenas mas qualquer hora ainda vou ter essas páginas em mãos! Sucesso.

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    1. Oi Marina! Muito obrigada! Devo dizer que o filme é tão bom quanto o livro, mas algumas coisas são diferentes e vale muito a pena a leitura!

      Beijos!

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  2. Oi, desculpa, mas eu fiquei um pouco confuso se a resenha é do Prince of Thorns ou se é sobre Laranja Mecânica. Eu nunca consegui terminar de ler Laranja Mecânica por achá-lo um tanto confuso, daí fiquei confuso com todo o dialeto da resenha também, hahah

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    1. Oi Alexandre. Então, como eu expliquei no final, essa resenha foi um desafio criativo em que um personagem escreve uma resenha sobre um livro. A resenha é sobre Prince of Thorns, mas pela visão de um personagem, que, no caso, é de Laranja Mecânica.

      Beijos.

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  3. Muito bacana essa ideia de apresentar a resenha sob o ponto de vista do personagem, ainda mais o Alex. Laranja Mecânica é um clássico! Arrasou no post.

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    1. Oi Júlia! O Alex é um personagem fascinante, bem complexo, né? Fico muito feliz que tenha gostado da ideia e do post!

      Beijos!

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  4. Parabéns pela resenha, achei super criativa e boa. Ainda não li esse livro, mas tenho muita vontade e só vejo comentários positivos a respeito dele. Parabéns pelo post!
    By: Evy | atravesdaescrita.blogspot.com

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    1. Oi Evy! Muito obrigada, querida. Leia sim, e espero que aprecie a leitura!

      Beijos!

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  5. Que original!
    Ainda não tive oportunidade de ler Laranja Mecânica, pelo que não conheço o personagem que encarnaste :)
    É uma ideia muito original, parabéns!
    Também não conheço o livro Prince of Thorns mas parece ser bem interessante!

    Beijinhos,
    Daniela

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    1. Oi Daniela! Espero que você tenha a oportunidade de ler o livro, ou pelo menos ver o filme (que também é excelente e vale muito a pena), e, quando tiver a oportunidade, que aprecie esse clássico maravilhoso.

      Muito obrigada pelos elogios!
      Beijos!

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  6. UAU!Que resenha diferente e criativa!
    Usar as gírias e os personagens foi sensacional!Parabéns!
    Sobre Prince of Thorns,ele está na minha lista a tempos e ainda não li.Sua resenha me fez ficar curiosa.Gosto de personagens cruéis.haha

    Adorei essa resenha,espero poder acompanhar as próximas.

    Lia

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    1. Oi Lia! O Alex e o Jorg são os meus malvados favoritos, ahahha! Como não amar esses personagens cruéis? Eles são tão bem construídos e cheios de desdobramentos. Dá uma olhada na Trilogia dos Espinhos sim, você vai adorar!

      Muito obrigada, fico muito feliz que tenha gostado!
      Beijos!

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  7. Parabéns pela resenha,não conhecia esse livro ainda, mais depois de ler sua resenha fiquei bastante curiosa.sucesso

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    1. Oi Ade! Muito obrigada pelo comentário!

      Beijos!

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  8. Que resenha linda amiga,muito bem escrita e as fotos,eu amei,deu vontade de ler este livro.

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  9. Hey !
    Caraca que diferente né ?! Ainda mais com essas gírias russas hahaha
    Amei a resenha ! To bem curiosa pra ler o livro, mas ainda tenho 3 pra terminar kkk
    Bjs

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    1. Olá! Obrigada, querida! As gírias do Nadsat são o toque especial de Laranja Mecânica, não podiam ficar de fora, rs! Leia, quando tiver a oportunidade! Super recomendo!

      Beijos!

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  10. Oiiii tudo bem?
    Que resenha maravilhosa menina, fico feliz de encontrar aqui em seu blog, mas a obra não desperta tanto meu interesse o quanto eu gostaria, ótima resenha flor.
    Abraços

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    1. Oi Morgana! Muito obrigada! É uma pena, mas isso é questão de gosto e estilo mesmo. Só de ter gostado da resenha já me deixa muito feliz. Uma hora eu acerto um livro que você se interesse, rs!

      Beijos!

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  11. Nunca tinha ouvido falar nesse autor me interessei pelo livro.
    Beijos da Tati ❤️

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    1. Oi Thatiane! Obrigada pelo comentário!

      Beijos!

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  12. Olá!
    Puuuuuutz, super amo A laranja mecânica, preciso desse livro pra ontem!!!

    bjs

    Inajara

    www.vintageandgeek.com.br

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    1. Oi Inajara! Me fala, menina, tem como não amar Laranja Mecânica?! Simplesmente não dá, rs. Uma coisa te garanto, qualquer amante desse clássico maravilhoso vai, de cara, reconhecer vários elementos na leitura do Prince of Thorns. <3

      Beijos!

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  13. Que ideia diferente para uma blogagem coletiva. Amei como você escolheu um personagem que tem um vocabulário próprio para escrever a resenha. Muito criativo!
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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    1. Oi Mari! Muito obrigada, foi difícil "incorporar" a linguagem do Alex, mas quis me desafiar, hahhahah!

      Beijos!

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  14. Eu vi o filme Laranja Mecanica na faculdade com uma turma apavorada com as atrocidades do personagem...
    XOXOX

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    1. Oi Camyli! O filme (e o livro mais ainda) não é fácil de assistir mesmo. Foi uma leitura que me levou alguns dias pra digerir e fiquei chocada em muitos momentos. Mas existe uma grande mensagem por trás de toda essa violência e atrocidades, e é isso que é tão instigante em Laranja Mecânica.

      Beijos.

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  15. Oi, teu parceiro mandou bem na resenha; gostei. Já tinha ouvido falar deste livro, mas, ao ler a resenha, descobri que não conhecia o livro, haha.

    Gostei.

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    1. Oi Rob! Muito obrigada, vou contar pra ele! ahahahahh
      Tanto Laranja Mecânica quanto Prince of Thorns são maravilhosos, valem muito a leitura.

      Beijos!

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  16. Olá! O post ficou lindo! Você arrasou nas fotos e a resenha ficou impecável. Parabéns. Beijos e boa sorte.

    www.brincandodeolivia.com

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    1. Oi Carolina! Muito obrigada, querida!

      Beijos!

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  17. Que legal, adorei a resenha. Ainda não conhecia o trabalho desse autor mas fiquei bem curiosa. Vou coloca-lo na minha lista e quem sabe surge uma oportunidade para compra-lo. Beijos.
    www.v3rsosdaalma.blogspot.com

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    1. Oi Laura! Muito obrigada! Espero que você goste da leitura! <3

      Beijos!

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  18. Achei a ideia sensacional, nunca imaginei escrever como um personagem falando d um livro! Ainda não Laranja Mecânica e preciso corrigir isso :X

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    1. Oi Thamiris! Menina, você precisa ler Laranja Mecânica ahhaha! Mas olha, confesso que você tem que estar na vibe pra ler, porque algumas partes são um soco no estômago e, apesar de pequeno, não é uma leitura rápida por causa do conteúdo pesado. Mas é uma leitura que contribui demais pra nossa bagagem.

      Beijos!

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