quarta-feira, 17 de maio de 2017

Resenha: Cara Gente Branca

   Cara gente branca, morena, negra, colorida e metamorphya, eu assisti a uma das séries mais polêmicas do momento e vim contar para vocês minhas impressões sobre ela: Dear White People (Cara Gente Branca). Quer saber o que eu achei? Vem cá, vou contar para vocês.



   Dear White People, ou Cara Gente Branca, como o título foi traduzido no Brasil, é uma série no formato sátira produzida pela Netflix e adaptada do filme homônimo Dear White People, de 2014. A série, então, utiliza o mesmo humor crítico (e exagerado) para tratar de um embate cultural entre brancos e negros, deflagrado por uma festa de Halloween onde vários alunos brancos se fantasiam com a "blackface", pintura facial que imita os negros de forma pejorativa. 


   Para entender a série precisamos, primeiro, entender o contexto e nos posicionar no papel dos personagens: a blackface surgiu nos teatros norte americanos e ganhou popularidade no século 19, em que atores brancos pintavam o rosto de preto para representar negros. Ainda, a maior parte dessas representações eram atreladas a personagens ridicularizados e estereotipados, o que só contribuiu para o aumento do racismo, preconceito e associação do negro a uma imagem inferior e carregada de implicações negativas.

Fonte: Wikipédia
   Por aí já dá para compreender o porquê do horror que Sam e grande parte da comunidade negra de estudantes da universidade Winchester sentiram: a blackface é um retrocesso na luta contra o preconceito racial e os estereótipos. Como pode, em pleno 2017, ainda existir uma festa de Halloween racista?

   Acontece que existe racismo sim, ainda, velado ou aberto, e tentar negar isso é fechar os olhos para a realidade. Nesse ponto a série merece todo o louvor e aprovação que tem conseguido. O site Rotten Tomatoes, por exemplo, classificou Cara Gente Branca com 100% de aprovação, pelo seu teor engajado e questionador.

"Cara gente branca, vou dar um conselho. Quando perguntar a alguém
 que pareça de etnia diferente 'o que você é?', a resposta geralmente
será: 'alguém prestes a encher você de porrada'."

   O interessante é que esse amor todo pela série não é unânime. A audiência tem se dividido basicamente em 50 a 60% de aprovação, apenas. Por que será? Alguns falam sobre "ódio" por parte dos brancos que assistiram a série, por se sentirem incomodados e, de alguma forma, atingidos pelo conteúdo sem papas na língua de Cara Gente Branca. Talvez, mas eu não concordo.


   Cara Gente Branca tem o conteúdo certo, questionamentos válidos, tapas na cara necessários e tudo mais, mas com a abordagem errada. Sim, eu sei que, para os racistas, a série foi um dislike instantâneo e muitos nem se deram ao trabalho de assistir e/ou pensar sobre o que é debatido, mas não é só isso. 

"Sam, você não precisa ser escrava da causa, sabia?"

   O problema da série, para mim, ficou evidente conforme os episódios se passavam: a protagonista, Sam, é agressiva e fanática em seu discurso, completamente absorvida pela causa e sem a menor diplomacia. Do meu ponto de vista, esse é o mesmo problema do feminismo atual (que não tem nada a ver com o que o feminismo realmente é): o hate speech, o ataque, a demonização do outro lado da moeda não faz a causa mais válida, mas sim, em muitos momentos, a desmoraliza. 

   Odiar brancos, ignorar inclusive o apoio e a ajuda deles, não elimina o racismo - pelo contrário! O grito não traz conscientização, só cria um combate de quem grita mais alto.

   Mas se tivesse parado por aí até tudo bem. Cara Gente Branca é terrivelmente chato e a intenção satírica, um humor irônico, passou mais para o lado do ridículo. As situações são absolutamente irreais e bizarras e a nudez e as cenas de sexo parecem ganhar mais espaço do que a luta racial em certos episódios. Os personagens são, em grande parte, vazios e irritantes, e, com exceção de uma cena específica no episódio cinco com o Reggie, nem parecem reais. Honestamente, ainda bem que os episódios só têm meia hora de duração, porque eu dormi em dois deles e só terminei pela força de vontade.


   A discussão racial foi o único motivo que me levou a assistir a série, mas não dá pra consumir entretenimento pronto e tendencioso sem um olhar crítico: dessa vez a Netflix errou. O filme já era muito mal avaliado, e Cara Gente Branca veio bater na mesma tecla e errar no mesmo ponto. Insistir no erro.


   Não é minha intenção causar nenhuma polêmica, nem ofender os fãs da série, e eu quero saber a opinião de vocês: o que acharam de Cara Gente Branca?

Beijos e até a próxima!

32 comentários:

  1. Olá! Sua resenha ficou muito boa. Eu estou doida para assistir essa série! Beijos

    www.brincandodeolivia.com

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  2. Sinceramente, eu discordo de você Amanda. A série trouxe muitos assuntos a tona, e mesmo para quem não se auto declara negro pode identificar isso. Sou mulata e nunca sofri preconceito por ser assim, mas já sofri quanto ao tipo do meu cabelo. Mesmo sabendo que não se compara ao que negros e pessoas de cor sofrem, consegui entender a série como um grande avanço na discussão disso. Talvez você tenha identificado um pouco como exagerada por não sofrer com isso ou não ter tido a empatia necessária para compreender o ponto de vista dos cinco protagonistas - pois não é em torno da Sam que a série caminha.
    Enfim...
    Sua resenha é sua opinião e eu totalmente respeito, porém discordo.

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    1. Oi Renata! Primeiramente, que bom que você discorda! Opiniões contrárias só melhoram o nosso debate, e eu agradeço por respeitar a minha opinião. Na verdade, a minha opinião é bem parecida com a sua no sentido de que a discussão proposta pela série é super relevante. Como eu disse na minha análise, se fosse só por isso a série seria ótima! Eu confesso que não gostei dos personagens porque detestei a teatralidade deles. Quando me referi a situações exageradas não foi referente ao racismo, e sim a coisas ridículas como por exemplo as várias cenas de sexo e insinuação de sexo - desnecessárias. Alguns momentos também tiveram um humor muito, muito forçado. Esses pontos contribuíram pra minha nota ser tão baixa. Também não gosto do incentivo a um discurso cego, seja pela causa que for.

      Beijos e obrigada pela contribuição.

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  3. Ainda não assisti, pelo simples fato de: O nome(titulo) da série não ter uma concordância no mínimo básica. Quase não consegui ler a resenha por este fato me incomodar tanto.
    Vou me obrigar a assistir por defender a causa, já sofri na escola por ter aparência de índia, e sofro hoje por minha pele ter ficado clara, amigas que sofreram comigo me excluem porque eu tive uma mudança evidente na pele, e elas não. Mesmo assim, sei como é ter uma cor diferente dos demais. Mas sobre a série, eu acho que já começou errando pelo nome.
    Sexo, Fraldas e Rock'n Roll

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    1. HHAHAHHAH verdade, Paola! Não sei porque a Netflix traduziu esse título se tantos outros mantiveram o nome original simplesmente porque fica muito estranho em português! Fico triste de saber que tenha sofrido preconceito e que seus próprios amigos te excluam por algo são ~banal~ quanto uma cor de pele. É triste demais saber o tanto de gente mente fechada e ignorante que ainda existe no mundo.

      Depois me conta sua opinião sobre a série! <3
      Beijos!

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  4. Eu ainda não assisti a série e, apesar de você ter dito que ela é das mais polêmicas do momento, eu achei que faltou divulgação pra ela... rs
    Depois de ler seu post eu não consegui compreender se o seu desgosto foi com a temática abordada pela série ou com o modo que a temática foi abordada.
    Achei a comparação ao feminismo desnecessária, porque discurso de ódio, como você disse, tem em absolutamente tudo nessa vida, infelizmente e não apenas no feminismo. Bastava frisar o tipo de discurso que você identificou na protagonista. Assim não traz à tona uma discussão diferente ao tema da postagem sem, propriamente, esclarecê-lo.
    Vou assistir e refletir sobre isso. De modo geral, eu senti que a série veio para combater algumas ideias de lugar comum e, do meu ponto de vista 'branco', que nunca sofreu o preconceito racial, é bem fácil que o incômodo com meu status quo se sobreponha à minha capacidade de empatia. Porque é isso que a sociedade prega há tempos e é isso que, aparentemente, a série quer nos mostrar e fazer refletir e mudar.
    Verei a série e tirarei mais conclusões! ;)
    xoxo

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    1. Oi, Rê! Vamos por partes! Faltou divulgação sim, sempre falta, tem várias séries escondidas que vira e mexe eu me surpreendo ao descobrir que são produções Netflix! Mas a série andou causando um desconforto desde o teaser de lançamento, com a polêmica do boicote à Netflix. Enfim, talvez eu não tenha sido muito clara, mas eu apoio 100% qualquer debate sobre igualdade, seja contrário ao racismo, homofobia, machismo, etc, mas, assim como no exemplo que eu citei do feminismo radical, que perdeu muito da essência da causa original, eu condeno opiniões extremistas e discursos de ódio. Eu quis assistir, num primeiro momento, justamente por achar as críticas super válidas e importantes.

      O meu problema não foi com o tema, e eu não me senti ofendida nem nada, mas sim com o formato grosseiro da série, episódios chatos e uma produção que não me agradou. Talvez você entenda melhor o que eu quero dizer quando assistir. Ou pode ser só a minha opinião mesmo. Beijos!

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    2. Oi Amanda! Obrigada por esclarecer, acho que foi problema de compreensão minha mesmo! :)
      Depois que assistir volto aqui para dar meus pitacos de novo! eheheh
      xoxo

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    3. Oi Rê! Que nada, o debate é para isso mesmo, e fico feliz de termos chegado a uma conclusão. Quero saber sua opinião sobre a série depois, hein?!

      Beijos!

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  5. Oi, tudo bem? O Netflix tem investido muito forte em conteúdo para nos entreter, no entanto essa ânsia tem feito eles correrem para ter séries, filmes e documentários inéditos e que façam sucesso assim como Stranger things e 13 reasons. Vi várias indicações dessa série, mas não sabia exatamente qual era o contexto, agora entendi porque as opiniões se dividem tanto. Como diz uma amiga, nenhuma experiência é perdida, sempre nos ensina algo. Gostei muito da sua resenha e do seu senso crítico. Beijos, Érika =^.^=

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    1. Oi Érika! É verdade, sempre saímos de qualquer experiência com algo novo. Eu gosto muito das produções Netflix, mas é muito perigoso simplesmente consumir conteúdo e aceitar tudo que o mundo do entretenimento nos entrega simplesmente por sermos fãs da marca. Sem senso crítico nós só engolimos conteúdo, que pode ser muito bom, mas às vezes é muito ruim. Entre tantas opções, nosso consumo tem que ser cada vez mais exigente.

      Beijos e muito obrigada!

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  6. Eu quero muito assistir essa série! Eu nunca entendi o racismo. Eu me nego a pensar que existe "um grupo privilegiado" de pessoas que não sofram de algum tipo de preconceito. Por ser negro, branco, pardo... Por ser mulher, homem... Por ser magro(a), gordo... Por ser hétero, gay, trans... Há sim, uma falta de respeito generalizado! Não á um "grupo social" que escape dessa falta de respeito com o outro ser humano...

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    1. Verdade, Camyli. Ninguém está imune à maldade e à ignorância do outro. Por isso condeno tanto o discurso de ódio de alguns grupos minoritários (que, felizmente, acredito serem de pequena proporção diante da causa pela igualdade). O que se ganha atacando o outro lado? Consciência e respeito que não é.

      Beijos e obrigada pela contribuição! <3

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  7. Eu também assistiria a série por se tratar do preconceito racial, mas muitas críticas negativas acabam me desanimando (fora que eu não tenho tempo hehe). Talvez eu comece a ver, mas se for meio irritante como você disse, sei que vou largar no primeiro episódio o.O

    Ah, eu adorei sua resenha ♡ bem sincera!

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    1. Oi Luana! Muito obrigada! Acho que a série tinha grande potencial, e acho ótimo que ela tenha causado algumas discussões que são importantes pra falarmos de igualdade racial, mas não aproveitou bem a oportunidade e acabou criando muitos sentimentos controversos. Polêmica é ótimo, mas tem que ser bem dosado.

      Beijos!

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  8. Eu quero assistir Dear White People desde que lançou, mas ainda não consegui achar tempo. Achei sua resenha muito pertinente, porque só tenho visto opiniões positivas baseadas n tema de que a série trata - mas é um fato que não adianta um tema super importante, se o desenvolvimento não foi bom. Eu vou assistir para tirar minhas próprias conclusões, porém com menos expectativas graças ao seu texto!
    Literalize-se

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    1. Oi Gislaine! Exatamente! Que bom que você me entendeu!! <3
      O tema é ótimo, super importante, mas de que adianta não trabalhar bem em cima dele? Um grande desperdício. Me conta o que achou depois que assistir!

      Beijos!

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  9. Quero ver! Esse debate é necessário, no entanto, tem uns bem irritantes quando abordam da maneira em que você criticou e super concordo "a demonização do outro". Vejo isso como uma ignorância e uma estupidez sem tamanho. O respeito perpassa pelo entendimento e não presume precipitação ou julgamentos imaturos. Eu não posso condenar o outro pela ignorância que ele carrega em si. Do contrário, estaria sendo estúpida, invlusive comigo mesma que carrego em mim ignorancias outras absurdas.

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    1. Oi Marli! Sábias palavras, mulher, sábias palavras, rs! Isso gera um ciclo sem fim de ódio e ignorância, né? Ficamos mais preocupados em atacar o outro do que em nos fazermos ser respeitados. Não se ganha respeito com mais desrespeito.

      Beijos e obrigada pela contribuição! <3

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  10. Eu estou querendo muito assistir essa série! Venho de uma família negra e sei o tanto de preconceito que viveram, apesar de ser considerada mulata e te mais "privilégios na sociedade", nunca sofri preconceito. Aliás, é até estranho fazer parte de uma família negra e nunca ter sofrido nenhum tipo de preconceito pela minha cor. Acho interessante um seriado abordar esse tema, assim conseguimos discutir ainda mais esse assunto. Quero assistir para tirar minha conclusão, mas gostei da sua resenha e principalmente o seu ponto de vista.
    Beijos,
    www.dosedeilusao.com

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    1. Oi Fran, muito obrigada, fico feliz que tenha gostado! É interessante sim, sempre é interessante quando abordam questões de igualdade, seja de gênero, "raça", sexualidade, o que for. Mas, nesses casos, acredito que o importante seja discutir o respeito e a conscientização, e não uma abordagem agressiva.

      Beijos!

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  11. Oi Amanda! Olha, eu concordo e discordo de ti, em diferentes pontos. Primeiro: eu adorei Dear White People. Pra mim foi a estreia do ano na Netflix - eu já havia adorado o filme de 2014, mas a série é superior em tudo. Concordo que a Sam seja agressiva e raivosa e que isso diminua a empatia do espectador com ela - mas acredito que existam justificativas bem válidas pra personalidade dela ser assim, principalmente o racismo que ela sofre, a posição de liderança e militante que assume, e os embates ideológicos que ocorrem na própria mente dela (como namorar o Gabe, por exemplo). Eu gosto bastante de sátira, é a única forma de comédia que me atinge, mas pra quem não gosta deve ter parecido forçado também. Eu não lembro de cenas de nudez/sexo na série, não me chamou muito a atenção, mas acho que as cenas absurdas que tu te refere são as do Lionel e etc, né? Concordo um pouco que seja absurdo, mas infelizmente é o formato (enlatado) americano de retratar adolescentes/jovens adultos em filmes. Talvez tenha sido posto ali exatamente pra ridicularizar isso, como os filmes tipo "American Pie". Enfim, a série é agressiva, mas é a agressividade que gente cansada de repetir sempre as mesmas coisas e nunca ser ouvido que emana. É a agressividade de literalmente ter uma arma apontada pra própria cabeça só pela cor da pele. Enfim, eu achei a série fantástica e engraçadíssima, e não acho que possa ser chamada de 'tendenciosa', porque é óbvio que há uma ideologia e um posicionamento por trás dela: ninguém é neutro, né? E ser neutro em casos de racismo é apoiar o preconceito. Mas vi muita gente reclamando dos mesmos problemas que tu, como a falta de motivação pra continuar e/ou achar entediante alguns episódios. Comigo não aconteceu, assisti num dia só. kkk
    beijão
    www.chanelfakeblog.com

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    1. Oi Bruna! Te falar que eu acho esse debate ótimo, e entendo teu ponto, ainda que eu não concorde. Entendo que a agressividade parta de uma reação pelo preconceito sofrido, mas não concordo com essa atitude. Numa analogia meio perna quebrada, é como o bullying. Sofrer bullying não justifica você se tornar o agressor de outras pessoas (e isso eu posso dizer por experiência). Da mesma forma, sofrer preconceito não justifica você atacar o outro lado. Nenhuma forma de generalização, radicalismo ou fanatismo ideológico é saudável. Mas, enfim, eu entendo. E realmente eu não sou muito afeita a humor. Sátira até vai, mas essa eu achei realmente muito ruim, o formato me incomodou bastante com um humor meio pastelão às vezes. Questão de gosto.

      Obrigada pelo comentário super construtivo. Beijos!

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  12. Ainda não assisti a série, mas estou muito curiosa para assistir, pois acho que esse debate é extremamente necessário, sendo uma pessoa branca, eu tenho consciência de que entendo o racismo apenas teoricamente e é essencial termos empatia para nos colocar no lugar de quem sofre preconceito e tentarmos nos desconstruir para que possamos entender nossas falhas e não sermos responsáveis por propagar ainda mais preconceito. Tenho que discordar de você na questão do feminismo, pois acredito que existe ódio em muitos lugares, mas não dá para generalizar (eu sou feminista e não odeio os homens!). Acho que esse ódio que você percebe dentro do feminismo e até mesmo retratado na série pode estar relacionado com outra questão; cada pessoa reage ao preconceito de forma diferente, e muitas vezes, quem sofre preconceito pode reagir com revolta em relação ao seu agressor, talvez não seja ódio por brancos/homens, mas revolta por aquilo que viveu e por tudo o que sofreu. Acho que é importante a gente refletir sobre isso.

    http://lenabattisti.blogspot.com.br/

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    1. Oi Lenise. Primeiramente, para esclarecer, eu também sou feminista e condeno o feminismo radical que acontece hoje em dia. Foi isso o que eu quis dizer. Pregar ódio aos homens em nome do feminismo é absurdo, assim como o discurso de ódio que acontece contra qualquer grupo dito "privilegiado". Eu entendo que exista uma raiva voltada contra o seu agressor, mas se tornar, você mesmo, um agressor também só leva a mais ódio, mais discriminação, mais desunião e vai contra qualquer princípio humanista. Esse é o meu ponto, mas agradeço por você ter colocado o seu aqui.

      Beijos.

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  13. Olha, não assino netflix (já to começando a mudar de idéia) e não tenho costume de acompanhar séries. Não sei porque cheguei nesse post em especial. Mas estou admirada em como você fez uma belíssima resenha, falou sem o minimo de spoilers, soube dar sua opinião sem fazer o leitor amar ou odiar a série pelo simples fato de ter lido sua resenha. Sério, você está de parabéns.

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    1. Oi Camila! Muito obrigada, é bem legal ouvir a sua opinião "de fora" desse mundo de séries, rs. Obrigada mesmo.

      Beijos!

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  14. Eu estou pensando ainda se vou começar a assistir, já vi muitas pessoas falando muito bem da série, ainda não tinha lido uma resenha de alguém que não gostou da série. Tenho muitas séries na minha lista e ainda não sei se vou querer colocar essa na lista, o bom é que os episódios têm meia hora e dá pra passar rápido. Enfim, excelente resenha!


    Relíquias da Lara

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    1. Oi, Lara! Obrigada! As opiniões sobre a série realmente se dividiram bastante. Acho que o importante é você ver se é seu estilo, se o tema te interessa, o formato, e tirar suas próprias conclusões. Pode ser que você goste, rs.

      Beijos!

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  15. Puxa vida, eu gostei tanto da série - já tinha gostado do filme, aliás.
    Para mim ela serviu para mostrar como ser negro é plural (tem quem seja 'radical', tem quem finja que não é negro, tem quem não sofre tanto com o racismo, etc etc etc.....). Pra mim serviu principalmente para isso, pra ver que assim como em tudo na vida, as pessoas não são iguais e passam por situações de vida diferentes, que as tornam pessoas diferentes - e isso acontece com as pessoas negras, claro.
    É que quem é branco nunca vai entender a dor do negro, assim como o homem nunca vai entender a dor da mulher.
    Mas é isso aí, precisamos desses embates pra poder discutir!

    Beijos de luz!
    www.nataliadasluzes.blogspot.com

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    1. Oi Natália! É realmente uma discussão que nunca vai morrer, especialmente por termos uma sociedade tão preconceituosa. O que eu não gostei na série foi a série em si, a produção, a história, o plot, os personagens... independente da bandeira que levantem, que foi o único ponto positivo na minha opinião.
      Mas gosto é assim mesmo, nada consegue agradar a todos, rs.
      Beijos.

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