terça-feira, 30 de maio de 2017

#6 Calmaria e... Quem é você?!

  Olá metamorphyos! Tudo bem com vocês?! E o post de hoje é desafio imagem/palavra dando continuidade a nossa história. Então vem conferir o capítulo de hoje! E se você caiu aqui de para-quedas, pode conferir as primeiras partes dessas história nesse link aqui: Flor de Melissa - porque agora a história tem tag própria!


Antes de começar a ler, dá o play nessa música e boa leitura.


  Aquele fim de semana me pareceu surreal apesar de tudo. Sempre era uma dose de recarga de energias as sessões pipoca-pijama com a Lisa. Talvez não fosse mera coincidência, talvez os cosmos começassem a conspirar um pouco mais positivamente para mim, quem sabe?!

  Lisa foi embora antes do almoço. Amanhecera nublado, o vento batia suave e nada do sol. Talvez seja estranheza minha mas adorava o tempo assim. Peguei o controle da tv e, enquanto saltava de canal em canal sabia que não era isso que queria.

  Me levantei e apanhei minha bolsa. Enquanto o fazia, sem querer deixei o telefone cair ao lado do guarda-roupas. Assim que me abaixei para pegá-lo vi a ponta de um cadarço. Me sentei no chão e puxei o restante do 'calçado': patins. Vermelho vivo, cadarço camurça, as rodas pareciam estar perfeitas ainda.

  Mudança de planos. Troquei de bolsa, apenas alguns trocados, uma garrafa d'água e os fones de ouvido. Havia um parque algumas ruas do prédio, logo que me mudei fui até lá caminhar algumas vezes. Acho que seria bom dar um volta por lá.

  Enquanto caminhava até lá percebi que tudo andava tão corrido que não me recordava da última vez que tive um fim de semana tão agradável deste modo. De algum modo eu sentia meu coração quente. Observava as vitrines das lojas. Parei diante da vitrine mais encantadora da rua: uma padaria... Na verdade acho que é um café. A vitrine estava repleta de pães e doces e o cheiro; ah o cheiro, era uma mistura de doce, como bolo assado e o aroma do café. Fui tomar café do outro lado da cidade com Dante quando havia um café novinho praticamente na rua de casa. Ensaiei por alguns instantes se deveria ou não entrar, entraria na volta para casa.

  O parque não estava cheio, na verdade até o achei bem vazio. Me sentei no banco mais próximo para arrumar os fones e calçar os patins. Nem me recordo quando andei de patins a última vez, mas era instintivo, sentir o mundo deslizar sob os pés, era libertador. Comecei a me perder em pensamentos sentindo o vento no rosto. Eu realmente gostaria que as coisas mudasse, que tudo se acertasse e talvez fosse sonhar alto demais que alguma das revistas me desse sinal de vida sobre uma oportunidade de emprego numa única agência...E agora com o Dante de novo... - chacoalhei a cabeça, tinha de desviar os pensamentos dele...

  - Ai! Me desculpe! - foi o que já disse automaticamente ao sentir o esbarrão em meu ombro ao mesmo tempo que sentia uma mão me segurar o braço antes que eu vergonhosamente desabasse de joelhos no chão.

  - Garota, você tem que prestar mais atenção! - disse uma voz masculina em tom mais grave - e olha só, além de machucar alguém ainda se machuca feio se não te seguro.

  Senti meu rosto corar de imediato e, enquanto me levantava e me endireitava respirava fundo. Me virei e novamente disse:

  - Me perdoe, eu me distraí muito. Você se machucou? - obviamente ele não deveria ter se machucado, estava ali parado, parecia ser um rapaz forte, ao menos seu semblante era. Rosto fechado, as roupas não pareciam trajes para quem passeava no parque. Jeans escuro, camiseta preta e coturno, os cabelos negros num corte baixo penteados para trás.

  - Capaz que alguém com seu peso me machucaria... Enfim, passar bem... - e foi embora me dando as costas enquanto eu olhava a cena sem entender nada.

  Percorri o parque por quase uma hora enquanto observava o vento nas árvores, os pássaros. Enquanto ouvia meu interior. Não deveria duvidar dessa força dos cosmos, talvez eu devesse sair mais da retaguarda, talvez eu devesse confiar mais em mim mesma e acreditar nessa positividade. Talvez em breve fosse o momento também de visitar uma outra pessoa...

  Me dirigi até a saída do parque. Iria de patins para casa, sem problemas, apenas deveria prestar atenção - e isso me fez lembrar do rapaz e da vergonha que passei. Mas antes de ir iria passar no café.

  O cheiro permanecia sedutor do lado de fora. O ambiente interno era de se apaixonar: tons pastéis e amadeirados, algo acolhedor, daqueles lugares que você deseja passar horas conversando ou lendo. Pedi um café para viagem e um pão de queijo recheado de catupiry para viagem além do brownie de chocolate com avelãs. Estava voltando para casa ainda mais feliz.

  Finalmente cheguei em casa. Precisaria tirar os patins na portaria. Me sentei ali mesmo, na calçada, como uma criança e enquanto brigava com a sacola e o café para que eu conseguisse me sentar novamente, a mesma voz:

  - Você é bem desajeitada ou só é a minha presença que te causa isso? - O mesmo rapaz. Eu não sabia o que dizer, apenas corei novamente. - Ei, eu seguro o café. - E esticou a mão para apanhar o copo com o qual eu brigava para me equilibrar.

  - Não se preocupe... eu... consigo... - mentira, eu não conseguia, era muito para a minha destreza zero. - Ok, por favor e me desculpe novamente por aquela hora no parque. - E entreguei o copo a ele. Finalmente eu consegui começar a tirar os patins para colocar a sandália.

  - Olha, você também confia em todo mundo assim? - e simplesmente com total liberdade do mundo tomou um gole do meu café - sendo assim, Vergil, prazer.

  Olhei incrédula para ele, como assim ele estava bebendo o meu café? Guardei os patins na bolsa e me levantei apontando para o copo.

  - Melissa. E não, não é confiar, você apenas foi gentil, poderia ter sido qualquer pessoa. Isso até você beber o meu café. - Pegando o copo da mão de Vergil, respirei fundo, sim aquilo de algum modo havia me irritado um pouco - obrigada, mesmo assim - e segui para dentro do prédio.

  - Por que você está me seguindo? - perguntei sem me virar novamente e mantendo o passo firme. - Você é um desses maníacos psicopatas? Posso começar a gritar agora se for o caso.

  - Olha lindinha, se você considera seguir o fato de que moro aqui... Ah, não se espante - Vergil disse ao notar minha feição, ele ria como se a intenção realmente fosse tirar sarro da minha cara - quem sabe se você não fosse tão, digamos, avoada você notaria seus vizinhos novos.

  Antes que eu pudesse responder qualquer coisa lógica ou a altura meu telefone tocou. Era Lisa apenas para avisar que havia chego, inteira e bem. Vergil já havia sumido, provavelmente pegara o elevador que perdi. Como uma pessoa pode ser assim? Tudo bem, não posso deixar isso estragar o que está sendo tão bom.

  Após a caminhada habitual das escadas, finalmente cheguei em casa, estava cansada mas, antes que eu fechasse a porta vi no fim do corredor algumas caixas encostadas na porta ao lado. Seria possível que eu realmente fosse tão desligada assim? Não, poderia ser apenas coincidência...


  Esse post faz parte do Desafio Imagem/Palavra do grupo Café com Blog e a imagem é a que ilustra este post e a palavra era 'confiar'.

  E vocês metamorphyos, estão gostando da história? O que acharam do personagem novo? O que acham de deve acontecer? Reviravoltas? Romance? Intrigas? Mistério?

Beijos e até!

6 comentários:

  1. Que história mais amorzinho! <3 Fiquei curiosa para ler as outras partes da história e acompanhar o seguimento dessa história. Parabéns pela forma como você escreve, quero ser igual quando eu crescer HAHAHAHA

    http://lenabattisti.blogspot.com.br/

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    1. Olá Lenise, tudo bem com você?! Se puder ler ficarei honrada ^^ fico feliz que tenha gostado! E nossa, obg pelo elogio, que é isso, escrever é deixar fluir ^^ beijos linda e obg pelo carinho ^^

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  2. Que história maravilhosa!!! Sou nova aqui no blog e super amei o jeito que você escreve, seus posts são maravilhosos! Parabéns e sucesso ^^

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    1. Olá Aryane, tudo bem ctg?! Nossa, fico super feliz que tenha gostado, é uma honra ter vc por aqui e, o blog sempre está de portas abertas viu?! Beijos e obg pelo carinho!

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  3. Hummmm sinto cheiro de romance no ar!!! eheheh Eu já gostei da Melissa e nem é apenas porque amo esse nome! eheh Gostei da narrativa do conto! <3
    xoxo

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    1. Oi Rê <3 A Mel é gracinha, acho que ela tem um pouco de todos nós lá no fundo. QUe bom que vc gostou, vindo de ti é um elogio grandão pra mim <3 beijos linda!

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