quarta-feira, 28 de junho de 2017

Resenha: Donnie Darko

   Olá, metamorphyos! Hoje eu trouxe a indicação de um filme independente que ganhou muito espaço e virou febre entre o público cult: Donnie Darko. Quer descobrir o que esse filme tem de especial? Vem comigo que eu te conto!
   "Por que você está usando essa fantasia estúpida de homem?"

   28 dias, 06 horas, 42 minutos e 12 segundos, esse é o tempo que resta até o mundo acabar. Com uma proposta que vai além da ousadia, desafiando a razão e a inteligência do espectador, provocando reações diversas desde a aflição, passando pela curiosidade e terminando na total confusão, Donnie Darko é um dos filmes independentes (indie) mais ambiciosos já criados. O crédito dado ao roteiro foi tão grande que arrebatou um elenco digno dos grandes filmes... só que com baixíssimo orçamento e poucas esperanças de destaque nos cinemas. De fato não foi sucesso de bilheteria, mas chegou lá nas desejadas telonas e, anos depois, simplesmente foi descoberto pelo povo cult ávido por bizarrices.

Inscrição no braço de Donnie: 28:06:42:12.
   Donnie (Jake Gyllenhaal) é um adolescente problemático e com algumas desordens psicológicas, mas com uma vida aparentemente normal com a sua família. A ambientação é bem anos 80, 90 e existem algumas críticas bem claras à política, ao ambiente escolar e à "família tradicional". É nesse plano de fundo polêmico e cheio de referências ácidas que surge o grande mistério do filme: Frank.

"Acorde, Donnie".
   O coelho-amigo-imaginário do nosso Donnie Darko, Frank, é um enorme ponto de interrogação (um dos vários) na trama, alvo de várias teorias e especulações entre os fãs, e é ele que guia Donnie por todo o filme. Tudo gira em torno de Frank, que, apesar de curtas aparições, parece ganhar toda a história. Sua presença está ali a todo momento, tudo está estranhamente conectado no caos embaralhado que essa narrativa causa, e Frank é o culpado. Um dos culpados. Não se trata de bom ou mau, assustador, ameaçador, amigo ou guia. Frank simples é. Julgamentos não estão em questão nesse filme.
Cineminha de leve enquanto o mundo não acaba.
   Aí, meus caros metamorphyos, atingimos um ponto do filme que as dúvidas começam a pipocar dentro de nossas humildes cabecinhas. Não é que existe um mistério escondido a sete chaves pelo roteirista. Muitas coisas, acreditem, são escancaradas. Outras são nos passadas em suaves referências e ficamos bem orgulhosos de nós mesmos em ir montando o quebra cabeça. Até que... não, não dá mais. Ainda que estejamos vendo as ligações sendo feitas, os motivos explicados, simplesmente não encaixa! A sensação é de que o autor nos sacaneou com um quebra cabeça com peças de mais, ou de menos!
   E essa é, estranhamente, uma sensação muito boa! É terrivelmente instigante, irritantemente bom, é enlouquecedor e parece que entramos num looping de pensamentos pra tentar preencher a lacuna que o filme deixou. Mas isso não é, nem poderia ser, uma falha da história. Não! A proposta é justamente fugir dos conteúdos enlatados que Hollywood nos oferece (nada contra, desde que saibamos que são, sim, enlatados e feitos apenas pelo entretenimento), pensar um pouco, queimar uns neurônios e fazer nosso amigo cérebro trabalhar pra encontrar uma solução pro que assistimos.


   "Mas, Amanda do céu, por que eu vou querer assistir um negócio desses se eu não vou entender nada??"


   Porque é delicioso ser desafiado! Confesso que eu assisti numa de "nossa quê que esse povo não entendeu? Óbvio que eu vou entender!". Não entendi. Não é questão de precisar ser um gênio intelectual. Donnie Darko simplesmente não é um filme feito pra ser entendido! Não completamente, pelo menos. É um daqueles filmes maravilhosos que fazem o seu cérebro dar um click e acionar mil interações nervosas. Acredito que cada um que já assistiu tenha entendido a história de uma forma, tenha sido tocado de um jeito diferente, tenha preenchido o espaço em branco com sua própria versão. E isso o torna um filme único e especial.

   Mas ainda não acabou! Donnie Darko também virou livro (sim, temos um caso de adaptação inversa - das telonas pros livros), que nada mais é do que o roteiro do filme - um pouco mais completo, devido aos pequenos cortes necessários -, alguns extras, como fotos da produção, um apêndice maravilhoso com um livrinho descrito no filme e que é uma mão na roda pra entender algumas coisas e uma entrevista bem legal com o diretor e roteirista. Trouxe algumas fotinhos da minha edição pra vocês verem! <3
28:06:42:12
O aviãozinho é um marcador lindo que vem com o livro, além da fitinha. <3
Entrevista com Richard Kelly, roteirista e diretor de Donnie Darko.
A Filosofia da Viagem no Tempo - livro que Donnie lê no filme.

Donnie Darko (2001)
Drama, Sci-fi, Thriller - 1h53min



   Então é isso, metamorphyos! Espero que tenham gostado da indicação! Vocês já assistiram ao filme? Me contem tudo, quero saber a opinião de vocês! <3

Beijos e até a próxima!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Resident Evil 7 - O que Achei

  Olá metamorphyos! Como vocês estão?! Nessa altura do campeonato, acho que todos já viram e ouviram sobre Resident Evil 7. Quando a ação em abundância fica de lado e o terror assume novamente o controle, convido vocês para discutirmos um pouco sobre este último game da franquia. Vem comigo!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Por que assistir Vikings?

   Olá, metamorphyos! No post de hoje eu trouxe uma indicação especial pra vocês: Vikings! Se vocês ainda não assistiram... sinto muito, rs. Corram pra corrigir isso depois desse post! <3

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Parceria: Loja Fenrir

  Olá metamorphyos! Tudo bem com vocês?! É com felicidade que trago para vocês o post de hoje: nossa nova parceria, a loja de camisetas Fenrir. Vem saber mais!